9 de ago. de 2026

Litoral do Piauí é ponto de desova das cinco espécies de tartarugas marinhas do Brasil

Projeto Tartarugas do Delta atua na APA Delta do Parnaíba com apoio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental


O litoral do Piauí, embora seja o menor do país, abriga um dos ecossistemas mais relevantes para a conservação de tartarugas marinhas no Brasil. A Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba é local de desova das cinco espécies encontradas no território nacional, sendo que quatro delas constam na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

De acordo com a classificação mais recente, a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) é a espécie que apresenta maior grau de risco, na categoria Criticamente em Perigo. A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) está classificada como Em Perigo, enquanto a tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) e a tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) figuram como Vulneráveis. Já a tartaruga-verde (Chelonia mydas) deixou a lista de espécies ameaçadas em 2022 e passou à categoria Quase Ameaçada.

“Embora o status de conservação da tartaruga-verde (Chelonia mydas) tenha apresentado avanços importantes — encontrando-se atualmente na categoria 'Quase Ameaçada' —, a espécie ainda demanda cuidados contínuos. Por isso, seguimos empenhados em ampliar nossa rede de parceiros e fortalecer ações estratégicas em prol da preservação marinha", explicou a coordenadora do Projeto Tartarugas do Delta a Doutora em Biologia Werlanne Magalhães.

É nesse contexto que atua o Projeto Tartarugas do Delta, executado pelo Instituto Tartarugas do Delta, com o monitoramento contínuo das praias da região, a proteção dos ninhos e o acompanhamento técnico de todo o ciclo reprodutivo das espécies. O trabalho é viabilizado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

“O ITD é referência na região do Delta do Parnaíba, que abraça o Maranhão e o Piauí. Nosso trabalho está inserido no contexto da margem equatorial brasileira, uma área estratégica e ainda pouco conhecida, mas de grande relevância socioambiental. É justamente por isso que buscamos alinhar nossas ações aos ODS 12 e 14, construindo prática e conhecimento nesse território”, complementa Werlanne Magalhães.

A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial o ODS 14 – Vida na Água, que trata da conservação de espécies marinhas e seus habitats, e o ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis, associado à promoção de práticas socioambientais responsáveis no litoral piauiense.

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