Até quando a população de Parnaíba terá que conviver com a fumaceira provocada por queimadas, especialmente no período que antecede o inverno? A sensação é de completo desrespeito à cidadania, à saúde pública e ao direito básico de respirar ar limpo.
Nos últimos finais de semana, bairros como Carmo, Cantagalo e o Centro da cidade amanheceram, tanto no sábado quanto no domingo, cobertos por uma densa fumaça, resultado de queimadas em áreas já conhecidas e mapeadas. Regiões que, inclusive, são de conhecimento do Corpo de Bombeiros, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Parnaíba (SEMAR) e também da SEMAR Piauí.
O problema é antigo, recorrente e parece não ter solução. Ou pior: parece não haver consequências para quem pratica esse crime ambiental. A impressão que fica é de impunidade total.
Quem paga o preço são os mais vulneráveis: idosos, crianças e, principalmente, pessoas com doenças respiratórias, que sofrem intensamente com a fumaça tóxica. Hospitais e unidades de saúde sentem o impacto, enquanto a população segue refém de uma prática ilegal e nociva.
Queimadas são crime ambiental. Não se trata apenas de incômodo visual ou mau cheiro, mas de um problema grave de saúde pública. A falta de ações efetivas, fiscalização rigorosa e punições exemplares reforça a sensação de abandono e desrespeito.
É vergonhoso que, ano após ano, a história se repita. A pergunta continua sem resposta: até quando Parnaíba vai ter que aguentar essa fumaça?


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