Um homem de 46 anos morreu em Carmo do Paranaíba, no interior de Minas Gerais, por hantavírus. Trata-se do primeiro óbito confirmado pela doença no Brasil em 2026 em meio a uma preocupação global com os casos da moléstia.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a morte, ocorrida em fevereiro deste ano. A infecção foi confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).
A vítima, cuja identidade não foi revelada, apresentava histórico de
contato com roedores silvestres em área de lavoura.
A SES-MG garante que se trata de um caso isolado, sem relação com outros registros anteriores da doença.
CASOS NO BRASIL JÁ FORAM
CONFIRMADOS
O hantavírus vem sendo motivo de preocupação em várias
partes do mundo. No Brasil, até o momento, sete casos já foram confirmados até o final de abril, conforme
dados do Ministério da Saúde.
Vale
ressaltar que nenhum desses casos está ligado à variante associada ao surto
recente em um cruzeiro no exterior.
No ano
passado, o hantavírus foi confirmado em 35 pessoas. No total, 15 morreram. As
infecções pelo vírus acontecem principalmente em áreas rurais, com infestação
de roedores silvestres.
O QUE É A HANTAVIROSE?
A
doença é uma zoonose, isto é, transmitida por meio de contato com animais. Ela
é enquadrada como viral aguda e, no Brasil, se manifesta principalmente como
síndrome cardiopulmonar por hantavírus.
Partículas
presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados são as principais
formas de transmissão para humanos. Os sintomas iniciais incluem febre, dor no
corpo, dor de cabeça, dor lombar e dor abdominal.
Quando
a doença evolui, pode incluir dificuldade para respirar, tosse seca, aceleração
de batimentos cardíacos e queda de pressão.
A
hantavirose não tem tratamento específico, e não há vacina ou outro meio para
impedir a contaminação atualmente. O atendimento aos infectados baseia-se em
medidas de suporte clínico.



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente essa postagem
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.