O Delta do Rio Parnaíba registrou crescimento de 23,6% na visitação turística em janeiro de 2026, consolidando-se como um dos principais destinos de turismo de natureza do Brasil. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Turismo, 9.588 visitantes passaram pela região no período, contra 7.756 no mesmo mês de 2025, um aumento absoluto de 1.832 turistas. O desempenho reforça Ilha Grande como principal porta de entrada do atrativo no litoral do Piauí.
Foto: Thiago Amaral
Delta do Parnaíba – Ilha Grande
O perfil dos visitantes é majoritariamente adulto, com destaque para a faixa etária entre 31 e 50 anos, seguida pelos grupos de 18 a 30 anos e acima de 51 anos. Esse público está diretamente ligado ao turismo de experiência e ao ecoturismo, segmentos que têm impulsionado a procura pelo Delta. Em relação ao gênero, foram contabilizados mais de 2,8 mil homens e cerca de 2,1 mil mulheres, além de registros sem identificação.
No mercado nacional, os principais estados emissores de turistas foram Piauí, Distrito Federal, São Paulo, Maranhão e Ceará. Já no cenário internacional, o destino recebeu visitantes de países como França, Itália, Argentina, Portugal e Suíça, demonstrando a ampliação gradual do fluxo estrangeiro e o fortalecimento do Delta do Rio Parnaíba no turismo internacional.
Foto: Gilza Beatriz Aires
O crescimento é atribuído a fatores como a intensificação da promoção turística, a organização da atividade por meio do sistema de voucher eletrônico e a maior procura por destinos naturais. Investimentos em divulgação e estruturação dos passeios, liderados pela Secretaria do Turismo do Piauí, têm contribuído para garantir mais segurança, qualidade e desenvolvimento econômico para as comunidades locais, mantendo a expectativa de crescimento sustentável do destino.
O Espaço S, hub de inovação do Sistema Fiepi (Federação das Indústrias do Estado do Piauí) prepara uma série de convênios e acordos de cooperação técnica no Brasil e exterior que vão fortalecer o ambiente inovador em 2026.
O foco será em intercâmbio de conhecimento, uso compartilhado de laboratórios, metodologias de inovação e desenvolvimento de soluções para a indústria.
Uma das parcerias já em fase avançada é com a Universidade Estadual do Piauí (Uespi). Segundo o gestor do Espaço S e da Área Internacional e Mercado do Sistema Fiepi, Islano Marques, a minuta do acordo de cooperação técnica já está pronta.
O objetivo é permitir que professores da Uespi que atuam na área de tecnologia utilizem o laboratório e a estrutura do Espaço S, ao mesmo tempo em que instrutores do Senai possam acessar os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) que estão sendo implantados pela universidade.
No campo internacional, o Espaço S avançou em tratativas com o ecossistema de inovação de Jacksonville, na Flórida, nos Estados Unidos. A articulação ocorreu após visita técnica realizada no fim de 2025, quando Islano conheceu a JAX Chamber - Câmara do Comércio de Jacksonvile — e o JAX Innovation Hub.
Cerca de 600 mudas de espécies nativas do Delta do Parnaíba, produzidas pelas comunidades Cal, Baixão e Pantanal, nos municípios de Parnaíba e Ilha Grande (PI), foram utilizadas na primeira etapa de uma ação inédita de restauração de 30 hectares de restinga nos Lençois Maranhenses, que teve início em Dezembro do ano passo. A iniciativa, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em parceria com o Instituto Tamanduá, tem como objetivo fortalecer áreas de amortecimento — zonas que funcionam como um “escudo” ao redor do Parque Nacional dos Lençois Maranhenses para reduzir impactos externos — no município de Barreirinhas (MA). O Delta do Parnaíba e os Lençois Maranhenses são habitat do tamanduaí, o menor e menos conhecido tamanduá do mundo.
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Instituto Chico Mendes de Proteção da Biodiversidade (ICMBio) e a mobilização das comunidades do entorno.
A recuperação da restinga é inspirada em uma missão do mapa Guardiões do Futuro, lançado neste pela Fundação Grupo Boticário na plataforma de jogos Fortnite, conectando o universo gamer à conservação costeira e à proteção de espécies sensíveis. “As narrativas do mapa Guardiões do Futuro, no Fortnite, nos ajudam a traduzir temas complexos para os jovens, como erosão costeira, perda de habitat e mudanças climáticas, em experiências acessíveis, participativas e imersivas. Agora, vamos reforçar que a conscientização pode nos levar a ações efetivas e práticas. A mobilização das comunidades do Delta do Parnaíba em torno do tamanduaí é um exemplo vivo disso”, destaca Omar Rodrigues, gerente sênior de comunicação, engajamento e relações institucionais da Fundação Grupo Boticário.
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Cerca de 600 mudas de espécies nativas do Delta do Parnaíba, produzidas pelas comunidades locais.
O plantio das mudas nativas é realizado com o apoio do Instituto Chico Mendes de Proteção da Biodiversidade (ICMBio) e a mobilização das comunidades do entorno. Mas a missão vai além: para garantir a perenidade da restauração, será construído um viveiro de mudas em Atins (MA). “Essas ações combinadas buscam reduzir a pressão sobre a restinga, contribuindo para que o ecossistema seja recuperado e possa exercer suas funções ecológicas”, frisa Flávia Miranda, presidente do Instituto Tamanduá e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN).
Tamanduaí: espécie beneficiada
Solitário e de hábitos noturnos, o tamanduaí passa a maior parte do tempo no alto das árvores, mede cerca de 30 centímetros e pesa, no máximo, 400 gramas. Ele habita manguezais e restingas no Nordeste brasileiro, do Delta do Parnaíba aos Lençois Maranhenses. Pouco conhecido pela ciência, o animal é classificado pela International Union Conservation of Nature (IUCN) com o status de “dados deficientes”.
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A recuperação da restinga é inspirada em uma missão do mapa Guardiões do Futuro, lançado neste pela Fundação Grupo Boticário na plataforma de jogos Fortnite
“Até anos recentes, acreditava-se que esses pequenos tamanduás só ocorriam na floresta amazônica. Estudos genéticos mostram que os indivíduos que se concentram no Delta do Parnaíba e chegam até as margens dos lençois maranhenses estão separados há 2 milhões de anos daqueles que vivem na Amazônia. Desde então, eles evoluíram de forma independente pela formação do Delta e da Caatinga, que diferenciou a Mata Atlântica da Amazônia há milhões de anos”, explica Flávia Miranda.
Restinga: ecossistema essencial e pouco conhecido
A restinga, por vezes lembrada apenas como vegetação rasteira ou “mato na areia” perto das praias, é um dos pilares da segurança costeira brasileira. Segundo a pesquisa Oceano sem Mistérios: A relação dos brasileiros com o mar - Evolução de cenários (2022-2025), realizada pela Fundação Grupo Boticário, 60% dos brasileiros desconhecem o ecossistema. O levantamento mostra ainda que 80% das pessoas dizem nunca ter visitado uma área de restinga. “Essa vegetação ocorre em 79% da costa brasileira, protegendo lençois freáticos e atuando como barreira natural contra o avanço do mar”, enfatiza Rodrigues. “A restinga é uma Solução Baseada na Natureza (SBN) essencial para conter erosão e proteger comunidades costeiras, mas ainda é pouco compreendida e, por isso, pouco valorizada”, complementa o gerente da Fundação Grupo Boticário.
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. A iniciativa, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em parceria com o Instituto Tamanduá, tem como objetivo fortalecer áreas de amortecimento
Outras missões
A mobilização no Delta do Parnaíba e nos Lençois Maranhenses integra um calendário de ações de impacto conduzidas pela Fundação Grupo Boticário para celebrar seus 35 anos. Além dos projetos e iniciativas regulares de conservação da natureza desenvolvidos em todo o Brasil, a instituição promoveu uma jornada especial de comunicação e engajamento. A programação incluiu a campanha “Natureza On”, que teve uma live de 24 horas com conteúdo nas redes sociais (@fundacaogrupoboticario) e uma intervenção no Canal Off, que ficou fora do ar por uma hora para lembrar a importância da natureza em nossas vidas. Outras ações foram o lançamento do mapa Guardiões do Futuro no Fortnite e a criação da Plataforma Natureza ON - lançada na COP30, em Belém, com tecnologias Google Cloud e parceria com MapBiomas -, que mapeia riscos climáticos e propõe Soluções Baseadas na Natureza para aumentar a resiliência nas cidades.
Mais sobre o jogo no Fortnite
O mapa Guardiões do Futuro conta com sete ilhas temáticas, cada uma afetada por um evento climático extremo diferente, como enchentes, seca, inundação costeira, incêndio florestal e deslizamentos. Para recuperar o equilíbrio em cada ambiente, os jogadores são convidados a realizar desafios, como renaturalizar rios, restaurar encostas, recuperar restingas e recifes de corais e proteger a biodiversidade. Em formato colaborativo, equipes com até oito jogadores cumprem tarefas variadas para restaurar o equilíbrio ambiental e liberar zonas seguras para os jogadores.
Conforme avançam nas missões, os jogadores ganham pontos de experiência, sobem de nível e desbloqueiam recompensas, acompanhando seu desempenho em um ranking individual e em grupo. A proposta é conectar a urgência climática com uma linguagem envolvente para as novas gerações, aliando entretenimento e propósito. A campanha tem criação da agência Opus Múltipla e desenvolvimento do jogo pela empresa Pixel. Para acessar o jogo, basta inserir o código 4172-0541-6404 no Fortnite.
Sobre a Fundação Grupo Boticário
Com 35 anos de história, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma das principais fundações empresariais do Brasil que atuam para conservar o patrimônio natural brasileiro. Com foco na adaptação da sociedade às mudanças climáticas, especialmente em relação à segurança hídrica e à proteção costeira, a instituição atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada em todos os setores. Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, considera que a natureza é a base para o desenvolvimento social e econômico do país. Sem fins lucrativos e mantida pelo Grupo Boticário, a Fundação Grupo Boticário contribui para que diferentes atores estejam mobilizados em busca de soluções para os principais desafios ambientais, sociais e econômicos. Já apoiou mais de 1.800 iniciativas em todos os biomas no país. Protege duas reservas naturais de Mata Atlântica e Cerrado – os biomas mais ameaçados do Brasil pelo desmatamento –, somando 11 mil hectares, o equivalente a 70 Parques do Ibirapuera. Com 1,4 milhão de seguidores nas redes sociais, busca também aproximar a natureza do cotidiano das pessoas. A instituição é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador e presidente do Conselho do Grupo Boticário, criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. | www.fundacaogrupoboticario.org.br | @fundacaogrupoboticario (Instagram, Facebook, LinkedIn, Youtube, TikTok).
O técnico do Parnahyba, Oliveira Canindé, comentou sobre a situação da equipe no Campeonato Piauiense 2026. Após quatro rodadas, o Tubarão do Litoral segue sem vencer e está na última colocação com apenas dois pontos somados. Canindé afirmou que a equipe está se reorganizando e espera uma recuperação para as três rodadas restantes.
Guilherme Carneiro/Parnahyba
"A confiança persiste", afirma técnico do Parnahyba após quatro jogos sem vencer no Piauiense 2026
"É claro que a campanha está distante daquilo que era para ser, a gente sabe perfeitamente disso. Estamos tentando nos reorganizar quanto a algumas situações que são necessárias. Tem a cobrança da nossa torcida, que não está acostumada a ver o time passar por isso. Mas a gente sabe perfeitamente que o movimento do futebol piauiense é outro. As equipes estão muito fortes. E aqueles que não se organizam podem passar por isso, que é o que estamos passando", afirmou Oliveira Canindé.O técnico do Parnahyba aposta na confiança e afirmou que a tendência é que para os próximos confrontos, o Parnahyba mostre disposição e reaja.
"Eu espero que ainda dê tempo de nos recuperarmos, de mostrar força na competição. E acima de tudo mostrarmos para o nosso torcedor que nós temos o DNA do Parnahyba, o DNA de vencedores e nós queremos chegar [à fase seguinte]. Nós temos a confiança da diretoria, do nosso presidente. Ele acredita muito no grupo. Nós também acreditamos, claro, não poderia ser diferente. E a tendência é que nós, nesses jogos que faltam, a gente possa fazer tudo aquilo que não fizemos nos primeiros jogos. Então a confiança persiste e nós continuamos firmes em busca de melhores resultados", finalizou.
O Parnahyba, único time que ainda não venceu no campeonato, corre risco de rebaixamento devido a campanha no Campeonato Piauiense. A equipe que estreou com um empate em 2 a 2 contra o Atlético Piauiense, perdeu para o Corisabbá e Piauí e voltou a empatar na última rodada, diante do Altos. O Tubarão está na zona de rebaixamento ao lado do Corisabbá, que possui três pontos.
Na próxima rodada, em busca da reabilitação, o Parnahyba recebe o Oeirense, no Estádio Pedro Alelaf. A partida, pela quinta rodada da fase de grupos, está marcada para o domingo (8), às 16h. Os dois últimos compromissos do Tubarão são contra o Fluminense-PI e o Teresina. Os três adversários da equipe, estão atualmente no G4 do Piauiense 2026.
Ainda pela quinta rodada, estão previstos os confrontos entre Corisabbá e Fluminense, Altos e Atlético Piauiense e, Teresina e Piauí. Os jogos ocorrerão no próximo fim de semana.
Classificação
1° - Atlético Piauiense • 7 pontos
2° - Fluminense-PI • 7 pontos
3° - Teresina • 7 pontos
4° - Oeirense • 6 pontos
5° - Piauí • 6 pontos
6° - Altos • 6 pontos
7° - Corisabbá • 3 pontos
8° - Parnahyba • 2 pontos.
Jogos da quinta rodada
• Corisabbá x Fluminense-PI - 07/02 (sábado), às 16h - Tiberão
• Altos x Atlético Piauiense - 07/02 (sábado), às 17h - Albertão
• Parnahyba x Oeirense - 08/02 (domingo), às 16h - Pedro Alelaf
• Teresina x Piauí - 08/02 (domingo), às 17h - Lindolfo Monteiro.