O poeta piauiense Carlos Eduardo Silva do Nascimento, conhecido artisticamente como Caedu, vivenciou um importante desdobramento após sua participação no II Encontro Internacional: "Ainda acredito: Educação e Legado de Anne Frank no Brasil" realizado na Universidade Federal do Delta do Piauí (UFDPar), nos dia
02 e 03 de março, de 2026.
Na ocasião, o jovem autor apresentou o poema “Carta sem Destinatário”, obra que transita entre vivência pessoal e reflexão social, abordando identidade, existência e percepção de mundo a partir de sua própria experiência.
O que começou como uma apresentação em solo piauiense ultrapassou fronteiras. O poema foi exposto na USC College of Social Work, nos Estados Unidos, ampliando o alcance da produção literária de Caedu para um cenário acadêmico internacional.
A repercussão da obra gerou um gesto simbólico e marcante: estudantes da instituição escreveram uma carta direcionada ao autor, relatando o impacto causado pelo poema e reconhecendo a potência da arte como instrumento de diálogo, memória e transformação social. A imagem da carta integra esta publicação como registro desse momento.
Entre as mensagens enviadas, destacam-se depoimentos que evidenciam a dimensão do impacto da obra:
“Você tem uma forma de escrever que pode alimentar gerações com inspiração.”
“Seu poema trouxe esperança e tocou profundamente nossa comunidade.”
“Nunca pare de escrever — o mundo precisa da sua voz.”
Os relatos revelam não apenas a recepção positiva, mas também o alcance sensível da escrita de Caedu, capaz de atravessar contextos culturais distintos e provocar identificação, reflexão e emoção.
A trajetória da obra reafirma o poder da literatura como ferramenta de resistência e conexão entre realidades diversas. Para Caedu, a escrita é mais do que expressão — é posicionamento.
“Enquanto essa realidade existir, minha existência será resistência.”
— Carlos Eduardo Silva do Nascimento (Caedu)
A frase sintetiza a essência de sua produção poética: uma escrita que nasce da vivência e se projeta como instrumento de reflexão coletiva.
A participação no Encontro Internacional do Núcleo Anne Frank marcou um passo significativo em sua jornada literária. A exposição da obra nos Estados Unidos e a carta recebida dos estudantes representam não apenas um reconhecimento artístico, mas também a confirmação de que a poesia pode atravessar fronteiras, idiomas e contextos sociais.
Mais do que um feito individual, o episódio simboliza a força da juventude negra, periférica e nordestina ocupando espaços acadêmicos globais por meio da palavra.



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