Iniciativa realiza o monitoramento de praia percorrendo 120 km entre Cajueiro da Praia e Tutoia, MA, entregou mais de 250 mil filhotes ao mar e atendeu mais de 30 mil pessoas ao longo de duas décadas de atuação na região.
Nesta quinta-feira, 9 de julho, o projeto Tartarugas do Delta celebra 20 anos de atuação contínua na Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba, um dos mais importantes ecossistemas costeiros do Brasil e ponto de refúgio, alimentação, descanso e reprodução várias de espécies, principalmente algumas ameaçadas, como é o caso do Boto-cinza, tartarugas marinhas e cavalo marinhos.
Ao longo de duas décadas, o projeto consolidou-se como referência em conservação marinha na região, reunindo resultados expressivos:
• 20 anos de atuação ininterrupta na APA Delta do Parnaíba;
• 120 km de praias monitoradas, abrangendo áreas de desova ao longo do litoral;
• mais de 30 mil pessoas atendidas, entre moradores das comunidades litorâneas, turistas, estudantes e pescadores, por meio de ações de educação ambiental;
• mais de 250 mil filhotes de tartarugas marinhas entregues ao mar, resultado direto do trabalho de proteção de ninhos e monitoramento das praias.
O trabalho é possível graças a uma rede de parcerias que sustenta as ações de campo, pesquisa, educação ambiental e envolvimento comunitário. Atualmente, o projeto conta com a parceria da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, além do apoio da Eólica Pedra do Sal, da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), do Sesc Piauí e da iniciativa Margem Equatorial e Cia Porto Piauí.
A marca de 20 anos reforça o papel do Tartarugas do Delta na preservação da biodiversidade marinha e no fortalecimento da relação das comunidades locais com o meio ambiente, consolidando a APA Delta do Parnaíba como território estratégico para a conservação de espécies marinhas ameaçadas no Brasil.
Sobre o Tartarugas do Delta
O Tartarugas do Delta nasceu em 2006, a partir da iniciativa de biólogos e voluntários engajados na conservação das tartarugas marinhas do litoral piauiense. Os primeiros passos do projeto envolveram parcerias com o IBAMA, o Projeto TAMAR e a própria APA Delta do Parnaíba, unidade de conservação federal criada em 1996 que abrange municípios do Piauí, Maranhão e Ceará. Em 2012, o grupo se formalizou como pessoa jurídica, dando origem ao Instituto Tartarugas do Delta.
À frente da coordenação está Werlanne Magalhães, doutora em Ciências marinhas tropicais, que ajudou a estruturar o projeto desde suas primeiras ações de monitoramento de praia até sua consolidação como uma das principais referências em conservação de tartarugas marinhas do Nordeste. Hoje, o Instituto desenvolve atividades de pesquisa, educação ambiental, geração de renda para comunidades tradicionais e participação ativa na gestão compartilhada da APA Delta do Parnaíba.







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