Prezados.
Em continuação do artigo "IMPOSTO BEM RETRIBUÍDO" publicado por BP e Proparnaiba na data de 14/09/2010, sirvo-lhes a segunte constatação do IBGE.
Piauí tem a pior coleta de lixo no País, revela IBGE.
Estado possui menos domicílios com acesso à coleta de lixo. Em 2008, 56,2% das casas contavam com o serviço.
O Piauí é o estado brasileiro em que menos domicílios têm acesso à coleta de lixo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, 56,2% das casas, ou 492 mil em números absolutos, contavam com o serviço. Em 2007, o estado também estava em primeiro lugar, com índice de 54,1%.
Na outra ponta está o Distrito Federal, com 98,6% dos domicílios (734 mil) atendidos pela coleta de lixo. Em números absolutos, a Unidade da Federação melhor atendida pelo serviço é São Paulo, com mais de 12 milhões de domicílios.
Em todo o país, após um crescimento de 0,6 ponto percentual em relação a 2007, 87,9% (mais de 50 milhões) dos domicílios passaram a contar com o serviço de coleta de lixo em 2008. A Região Sudeste tem o melhor índice (95,3% dos domicílios), seguida pela Região Sul (90,7%), Centro-Oeste (89,1%), Norte (80,1%) e Nordeste (75,4%).
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008, que divulga indicadores socioeconômicos do país, segundo pesquisas que foram realizadas em setembro de cada um dos anos.
| ÁGUA | ESGOTO | ||||
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| % de domicílios com abastecimento de água |
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| % de domicílios com rede de coleta de esgoto |
| 1º | Rondônia | 42,3 | 1º | Mato Grosso do Sul | 24 |
| 2º | Pará | 49,1 | 2º | Tocantins | 32,1 |
| 3º | Acre | 56,8 | 3º | Goiás | 36,2 |
| 4º | Piauí | 69,2 | 4º | Alagoas | 36,8 |
| 5º | Mato Grosso | 69,4 | 5º | Amapá | 37,5 |
| LIXO | ENERGIA | ||||
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| % de domicílios com coleta de lixo |
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| % de domicílios com iluminação elétrica |
| 1º | Piauí | 56,2 | 1º | Tocantins | 91,5 |
| 2º | Maranhão | 66,6 | 2º | Piauí | 92,2 |
| 3º | Rondônia | 72,9 | 3º | Maranhão | 93,2 |
| 4º | Alagoas | 75,2 | 4º | Pará | 94,2 |
| 5º | Tocantins | 75,5 | 5º | Acre | 94,3 |
| Fonte: IBGE/Pnad 2008 | |||||
O estudo aponta que o número de domicílios atendidos pela rede de abastecimento de água manteve o ritmo de crescimento, com aumento de 0,7 pontos percentual na participação de domicílios atendidos com relação a 2007 (83,9%, 2008). Em números absolutos, o atendimento foi ampliado em quase 2 milhões de domicílios.
Por região, o Sudeste tem 91,8% dos domicílios atendidos, o Sul, 84,1%, o Centro-Oeste, 81,3%, o Nordeste, 78% e o Norte, 58,3%.
A região com pior índice de domicílios com acesso ao esgotamento sanitário é o Norte, com 9,5% dos domicílios atendidos. O Sudeste registra 80,6% de domicílios, seguido pelo Centro-Oeste, com 37,6%, Sul, com 33,4%, e Nordeste, com 32,1%. Em todo o país, a participação de domicílios atendidos pelo serviço aumentou 1,4 ponto percentual e o Brasil passou a ter mais de 30 milhões de casas ligadas à rede coletora de esgotamento sanitário.
O fornecimento de energia elétrica, segundo o IBGE, foi o serviço público com o maior alcance no país. Em 2008, 98,6% dos domicílios brasileiros tinham acesso à iluminação elétrica. Em 2007, esse índice era de 98,2%.
O Sudeste tem a maior abrangência do serviço, presente em 99,8% das casas. A região é seguida pelo Sul (99,4%), Centro-Oeste (99,2%), Nordeste (97%) e Norte (94,9%).
Fonte: G1
Por Josef Anton Daubmeier


A coleta de lixo em Parnaiba piorou ainda mais na gestão do ZH, pois com essa empresa que ele contratou nem veículos apropriados tem. Só come o dinheiro do povo!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirAo analisar os comentários publicados em relação aos artigos "Descaso administrativo e ignorância pública" e "IMPOSTO BEM RETRIBUÍDO", recebe-se o resultado que coincide com a constatação do dramaturgo Nelson Rodrigues:
ResponderExcluirMuitos cidadãos se satisfazem com o pouco que lhe dão, ou mesmo com o que não lhe dão, mas que eles conseguem no dia-a-dia. Concessões mínimas, pequenas sobras, são para ele grandes vantagens. Conseguir ser atendido num posto de saúde, depois de longas esperas em filas intermináveis. Ou seja, o pouco que se consegue já é muito; mas também daí vem a sua sensação de ser um cidadão de segunda classe, o complexo de “vira-latas”.
Entre as explicações para os fenômenos acima mencionados se destaca o conceito de “homem cordial”, criado pelo diplomata, escritor e poeta brasileiro Ribeiro Couto e retomado pelo Sergio Buarque de Holanda, em seu clássico "Raízes do Brasil." Isso ocorre porque na sociedade do “homem cordial” o privado influencia o público a tal ponto que esses dois âmbitos acabam por se confundir. Tudo é personalizado, subjetivado e levado para o âmbito da intimidade. Daí a dificuldade de se construir um crítico espírito público, uma visão comunitária. Entre outras coisas, a negação do público faz com que os cidadãos EXIJEM MENOS do Estado PELOS IMPOSTOS QUE PAGAM e, conseqüentemente, se acomodem com o POUCO que recebem.
Já vimos que o “homem cordial” RESISTE a tudo o que é institucionalizado: as leis (no Brasil, como sabemos, há as leis que “pegam” e as que “não pegam”), os regulamentos, as posturas mais simples: não jogar lixo na rua, chegar na hora, respeitar o lugar do outro em uma fila, não estacionar em lugares proibidos, atravessar as ruas dentro das faixas, não falar aos gritos e assim por diante.
Da troca de favores entre camaradas à compra e venda dessas mesmas benesses a distância é muito pequena, como tem mostrado a experiência do dia-a-dia. É óbvio que o corporativismo é parte integrante desse mecanismo. Do mesmo modo, o populismo e o assistencialismo também está ligado à “generosidade” e ao espírito “acolhedor” do “homem cordial”.
O jornalista e pesquisador Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, sustenta que o Brasil é melhor do que parece, mas precisa enfrentar grandes desafios, com destaque para as deficiências na educação.
Concordo plenamente,amigo, mas aqui no RJ a sujeira toma de conta tb, podridão, fedor, odores horríveis. Esgoto a céu aberto.
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