O Governo Federal aprovou um parecer vinculante que garante o pagamento de benefício a mulheres vítimas de violência doméstica afastadas do trabalho por determinação judicial, por até seis meses. A medida dispensa a realização de uma nova perícia médica ou análise do mérito pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O documento foi assinado na quinta-feira (1º).
A iniciativa assegura o cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e busca garantir condições financeiras para que as vítimas possam se afastar de situações de violência. Com a nova orientação, a determinação judicial será suficiente para viabilizar o pagamento, cabendo ao INSS verificar apenas a condição de segurada da trabalhadora.
Foto:
Agência Brasil
Previdência Social
Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
destacou que a proteção também deve alcançar mulheres sem vínculo empregatício
ou que não contribuem para a Previdência Social. “Todas as mulheres terão
direito ao benefício”, afirmou. Nesses casos, o pagamento terá natureza
assistencial e ficará sob responsabilidade do estado, Distrito Federal ou
município indicado pela Justiça.
Entenda como funcionará o pagamento
Conforme decisão do STF, o empregador será responsável pelo
pagamento dos primeiros 15 dias de afastamento, enquanto o INSS custeará o
período restante. Para contribuintes individuais, facultativas e seguradas
especiais, o benefício será pago integralmente pelo instituto, sem exigência de
carência.
O período de afastamento também será contabilizado como tempo de
contribuição para a aposentadoria, sem desconto previdenciário sobre os valores
recebidos. Além disso, o INSS poderá cobrar judicialmente dos agressores os
recursos utilizados no pagamento às vítimas, por meio de ações regressivas
apresentadas pela Procuradoria-Geral Federal (PGF).
O Ministério da Previdência Social e o INSS terão até 15 dias,
após a publicação do parecer, para regulamentar os procedimentos de concessão,
garantindo atendimento prioritário e sigiloso, inclusive pelo Meu INSS. A
presidente do instituto, Ana Cristina Silveira, ressaltou a importância da
medida. “Nenhuma mulher deve ter de escolher entre a sua segurança e o seu
sustento”, finalizou. As informações são do Governo Federal.



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