30 de set. de 2026

TST determina fim da greve da Caixa e define reajuste no plano de saúde

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, por unanimidade, o encerramento da greve nacional dos funcionários da Caixa Econômica Federal. A paralisação, iniciada em 10 de setembro, foi considerada legítima pela Corte, mas os trabalhadores deverão retornar às atividades até esta quarta-feira (30).

A decisão foi tomada pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) e acompanhou integralmente o voto do relator, ministro Mauricio Godinho Delgado. O tribunal também autorizou a compensação das horas não trabalhadas durante o período de paralisação, sem desconto imediato nos salários.

Foto: Marcelo Cardoso/GP1



Caixa econômica federal

Reajuste salarial

O TST definiu reajuste salarial de 4,31% para os empregados da Caixa. O percentual corresponde ao INPC acumulado no período, acrescido de 0,6% de ganho real.

A mesma correção será aplicada às demais verbas econômicas previstas para a categoria, incluindo benefícios como auxílio-refeição e auxílio-cesta. As regras estabelecidas pelo tribunal terão validade pelos próximos dois anos.

Saúde Caixa

Um dos principais pontos de conflito entre os funcionários e a instituição foi o plano de assistência médica, o Saúde Caixa. O TST estabeleceu reajuste de 4,6% para o convênio.

A decisão também tratou da previsão de déficit financeiro do plano para 2026. A direção da Caixa defendia a cobrança de valores adicionais dos trabalhadores para ajudar a cobrir o rombo, com possibilidade de pagamento retroativo dividido em seis parcelas.

Durante o julgamento, a representação dos empregados pediu que eventual cobrança fosse parcelada em até 12 vezes, com o objetivo de reduzir o impacto financeiro para os funcionários.

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