22 de set. de 2026

PF deflagra operação e cumpre mandados em Parnaíba contra grupo que causou prejuízo milionário ao INSS


Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Laudo Cego para desarticular um grupo suspeito de fraudar benefícios por incapacidade temporária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No Piauí, um dos alvos da ofensiva está localizado em Parnaíba, no Litoral do estado.

Ao todo, são cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em 14 municípios dos estados do Piauí, Maranhão, Ceará, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul. A operação também conta com medidas judiciais para bloquear recursos e preservar o patrimônio dos investigados.

Grupo reunia servidores e profissionais da saúde

As investigações começaram após a identificação de indícios de um esquema estruturado para obter benefícios previdenciários de forma indevida. De acordo com a PF, o grupo investigado reunia servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários.

Entre as fraudes investigadas estão a emissão de laudos médicos falsos, criação de vínculos empregatícios fictícios e inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários.

O esquema também envolvia o recrutamento de beneficiários e a movimentação dos valores obtidos de forma ilícita.

]172 benefícios são investigados

Até o momento, a investigação identificou 172 benefícios considerados potencialmente fraudulentos. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a aproximadamente R$ 6,57 milhões. A Polícia Federal busca agora aprofundar a participação de cada integrante na estrutura criminosa e identificar a extensão do esquema.

Os investigados poderão responder, de acordo com a participação individual, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, a proibição de contato entre pessoas envolvidas na apuração e a constrição de bens e valores. As medidas têm como finalidade garantir a preservação das provas e eventual ressarcimento dos prejuízos provocados aos cofres públicos.

A ação foi desencadeada com participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.

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