A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Laudo Cego para desarticular um grupo suspeito de fraudar benefícios por incapacidade temporária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No Piauí, um dos alvos da ofensiva está localizado em Parnaíba, no Litoral do estado.
Ao todo, são cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em 14
municípios dos estados do Piauí, Maranhão, Ceará, Pará, São Paulo e Rio Grande
do Sul. A operação também conta com medidas judiciais para bloquear recursos e
preservar o patrimônio dos investigados.
Grupo
reunia servidores e profissionais da saúde
As investigações começaram após a identificação de indícios de um
esquema estruturado para obter benefícios previdenciários de forma indevida. De
acordo com a PF, o grupo investigado reunia servidores públicos, profissionais
da saúde, contadores, empresários e intermediários.
Entre as fraudes investigadas estão a emissão de laudos médicos
falsos, criação de vínculos empregatícios fictícios e inserção de informações
fraudulentas nos sistemas previdenciários.
O esquema também envolvia o recrutamento de beneficiários e a
movimentação dos valores obtidos de forma ilícita.
]172
benefícios são investigados
Até o momento, a investigação identificou 172 benefícios
considerados potencialmente fraudulentos. O prejuízo estimado aos cofres
públicos chega a aproximadamente R$ 6,57 milhões. A Polícia Federal busca agora
aprofundar a participação de cada integrante na estrutura criminosa e
identificar a extensão do esquema.
Os investigados poderão responder, de acordo com a participação
individual, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de
documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações,
organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento dos sigilos
bancário e fiscal dos investigados, a proibição de contato entre pessoas
envolvidas na apuração e a constrição de bens e valores. As medidas têm como
finalidade garantir a preservação das provas e eventual ressarcimento dos
prejuízos provocados aos cofres públicos.
A ação foi desencadeada com participação da Coordenação-Geral de
Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.




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