20 de set. de 2026

Mão Santa quebra histórico discurso contra o PT e recebe Rafael Fonteles em Parnaíba

O ex-governador e ex-senador Mão Santa, conhecido por seus discursos de forte oposição ao PT, protagonizou neste sábado (19) uma aproximação política que marca uma mudança em relação ao posicionamento que manteve durante anos.

Durante sua passagem pelo Senado, Mão Santa ficou conhecido por uma frase que repetia ao criticar o Partido dos Trabalhadores: “Tem três coisas que a pessoa só faz uma vez na vida: nascer, morrer e votar no PT”. A declaração foi registrada pelo próprio Senado Federal em discurso realizado em 2010.

A cena deste sábado, em Parnaíba, contrastou com esse histórico. Mão Santa recebeu o governador Rafael Fonteles (PT) ao lado da filha, Gracinha Mão Santa, em um encontro que reuniu também lideranças políticas como Júlio César e Marcelo Castro.

O encontro marcou a aproximação do grupo político de Mão Santa com o governador para as eleições de 2026. A presença conjunta das lideranças sinaliza uma nova composição política para o pleito majoritário deste ano.

De apoiador em 2002 a adversário do PT

Apesar do histórico de críticas ao PT, Mão Santa já havia apoiado Wellington Dias na eleição para o Governo do Piauí em 2002. Naquele pleito, Wellington Dias foi eleito governador no primeiro turno, com 50,96% dos votos válidos.

Registros históricos apontam que Mão Santa, então no PMDB, apoiou a candidatura de Wellington Dias naquele ano. Posteriormente, porém, sua relação política com o PT passou a ser marcada por divergências e oposição.

Agora, 24 anos depois da eleição de 2002, Mão Santa volta a dividir o mesmo espaço político com uma liderança do PT, desta vez ao lado de Rafael Fonteles.

A aproximação também ocorre em meio à articulação de Gracinha Mão Santa, deputada estadual e candidata à reeleição, que passou a integrar a composição política do grupo governista para as eleições deste ano. A presença de Rafael Fonteles em Parnaíba havia sido anunciada para um ato político organizado pela parlamentar.

A mudança representa mais um capítulo da dinâmica das alianças políticas no Piauí, onde antigos adversários passam a compartilhar palanques e projetos eleitorais.

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