12 de ago. de 2026

Cidade do Rio de Janeiro autoriza sepultamento de pets em jazigos de tutores

A cidade de Macaé, no interior do Rio de Janeiro, passou a permitir que animais de estimação sejam sepultados nos jazigos das famílias de seus tutores. A medida foi autorizada pela prefeitura após a publicação de uma lei municipal, em maio deste ano. O primeiro sepultamento de um pet dentro das novas regras aconteceu em 24 de julho.

Em nota enviada à imprensa, o secretário municipal de Cemitérios, Elias Jorge “Paulista”, explicou que a autorização contempla apenas cães e gatos. Os animais podem ser enterrados em jazigos pertencentes à família ou a parentes dos tutores, tanto em cemitérios públicos quanto privados do município.


Enterro de PET com tutor

“Por enquanto, autorizamos apenas esses animais. Pode ser de pequeno, médio ou grande porte, desde que a família tenha um jazigo ou uma gaveta própria.” Segundo o secretário, o procedimento não conta com uma cobrança de taxas diferenciadas para o sepultamento dos animais. No entanto, cabe aos tutores providenciar uma caixa ou urna funerária adequada para acomodar o corpo do pet.

A medida também estabelece o cumprimento de normas sanitárias. Para realizar o sepultamento, a família deve apresentar um laudo assinado por um médico-veterinário registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). O documento precisa atestar que o animal não morreu em razão de uma doença infecciosa.

“Não há burocracia, mas isso é importante para evitar contaminação e preservar a saúde de todos”, enfatizou Paulista.

Primeiro sepultamento ocorreu em julho

O primeiro enterro de um animal de estimação em um jazigo de tutores aconteceu em julho deste ano. Maria Regina Bocampagni Izidoro, de 64 anos, foi sepultada ao lado de seu cachorro, o poodle Tiesto, que tinha 20 anos. O procedimento ocorreu no Cemitério Memorial Mirante da Igualdade, no bairro Virgem Santa.

“Era um desejo da minha mãe. Ela viveu para ele e ele viveu por ela. Os dois devem estar felizes agora. Eles eram o amor da vida um do outro”, contou Liliane Bocampagni, filha de Maria Regina.

Para o secretário Paulista, a nova possibilidade representa uma forma de acolhimento para tutores que consideram os animais parte da própria família. A iniciativa permite que esses vínculos sejam mantidos também após a morte dos pets.

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