19 de jul. de 2026

Ministério Público pede indisponibilidade de bens do prefeito Felipe Ribeiro por nomeações irregulares


Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) ajuizou uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe Ribeiro (PT), acusado de promover e manter nomeações ilegais para cargos de direção, coordenação e supervisão na rede municipal de ensino. Na ação, o promotor Yan Walter Cavalcante a indisponibilidade de bens do gestor até o valor de R$ 75.513, correspondente ao prejuízo inicialmente apurado aos cofres públicos.

Segundo o MPPI, a investigação identificou que pessoas sem vínculo efetivo com o magistério municipal foram nomeadas para cargos que somente podem ser ocupados por professores efetivos. A apuração teve início após representação apresentada pelo Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Cajueiro da Praia e resultou na instauração de um inquérito civil.

Conforme a ação, foram identificadas nomeações de quatro pessoas para funções de coordenação e supervisão escolar entre 2021 e 2022, apesar de nenhuma delas possuir vínculo efetivo com o magistério municipal, requisito previsto na legislação local.

O representante ministerial sustenta que um parecer técnico do Centro de Apoio Operacional de Combate à Corrupção (CACOP) concluiu pela incompatibilidade jurídica das nomeações. O órgão também destaca que o caso também foi analisado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI).

Manifestação

Em manifestação assinada no dia 30 de junho, o promotor Yan Walter apresentou réplica à contestação do prefeito Felipe Ribeiro e reiterou todos os pedidos na petição inicial:

- Suspensão das nomeações consideradas ilegais;

- Afastamento dos ocupantes dos cargos que não atendem aos requisitos legais;

- Proibição de novas nomeações em desacordo com a legislação municipal;

- Indisponibilidade dos bens do prefeito até o limite do prejuízo apurado, acrescido de correção monetária e encargos legais, para garantir eventual ressarcimento ao erário.

Com base em dados do Portal da Transparência, registros funcionais e contracheques, o Ministério Público identificou o pagamento de R$ 75.513 a servidores nomeados irregularmente.

Outro lado

O prefeito Felipe Ribeiro não foi localizado pelo GP1.

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