O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) ajuizou uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe Ribeiro (PT), acusado de promover e manter nomeações ilegais para cargos de direção, coordenação e supervisão na rede municipal de ensino. Na ação, o promotor Yan Walter Cavalcante a indisponibilidade de bens do gestor até o valor de R$ 75.513, correspondente ao prejuízo inicialmente apurado aos cofres públicos.
Segundo o
MPPI, a investigação identificou que pessoas sem vínculo efetivo com o
magistério municipal foram nomeadas para cargos que somente podem ser ocupados
por professores efetivos. A apuração teve início após representação apresentada
pelo Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Cajueiro da Praia e
resultou na instauração de um inquérito civil.
Conforme a
ação, foram identificadas nomeações de quatro pessoas para funções de
coordenação e supervisão escolar entre 2021 e 2022, apesar de nenhuma delas
possuir vínculo efetivo com o magistério municipal, requisito previsto na
legislação local.
O
representante ministerial sustenta que um parecer técnico do Centro de Apoio
Operacional de Combate à Corrupção (CACOP) concluiu pela incompatibilidade
jurídica das nomeações. O órgão também destaca que o caso também foi analisado
pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI).
Manifestação
Em
manifestação assinada no dia 30 de junho, o promotor Yan Walter apresentou
réplica à contestação do prefeito Felipe Ribeiro e reiterou todos os pedidos na
petição inicial:
- Suspensão
das nomeações consideradas ilegais;
-
Afastamento dos ocupantes dos cargos que não atendem aos requisitos legais;
- Proibição
de novas nomeações em desacordo com a legislação municipal;
-
Indisponibilidade dos bens do prefeito até o limite do prejuízo apurado,
acrescido de correção monetária e encargos legais, para garantir eventual
ressarcimento ao erário.
Com base em
dados do Portal da Transparência, registros funcionais e contracheques, o
Ministério Público identificou o pagamento de R$ 75.513 a servidores nomeados
irregularmente.
Outro lado
O prefeito Felipe
Ribeiro não foi localizado pelo GP1.


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