O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador José Wilson, afirmou que o estado enfrenta atualmente o maior déficit de urnas eletrônicas do Brasil e defendeu uma redistribuição nacional dos equipamentos para garantir a realização das eleições de 2026.
Segundo o magistrado, o problema já foi levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e voltou a ser discutido na última semana durante reunião com o presidente da Corte, ministro Castro.
José Wilson explicou que, diante da proximidade do período eleitoral, a única alternativa é o remanejamento de urnas entre os tribunais regionais eleitorais que possuem equipamentos excedentes.
“A única solução possível ainda, diante da brevidade do período eleitoral, é o remanejamento de urnas eletrônicas em todo o país. Temos tribunais com superávit, como Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto outros enfrentam déficit. O Piauí está na pior situação de todo o país. Para amenizar nossa situação, precisaríamos de 1.400 urnas, embora a necessidade total ultrapasse 2 mil equipamentos”, afirmou.
O desembargador informou que uma proposta de redistribuição já está sendo construída em conjunto com outros tribunais eleitorais.
Segundo ele, o objetivo é garantir que os estados mais afetados recebam equipamentos sem comprometer a reserva técnica dos demais tribunais.
“Já existe uma sugestão nossa, juntamente com o TRE da Bahia, de distribuição dessas urnas em todo o país, de tal sorte que, em média, cada tribunal ainda fique com 10% de reserva. O ministro Castro determinou que os tribunais cheguem a um consenso e encaminhem esse estudo ao TSE. O prazo concedido foi de 15 dias para que essa proposta seja concluída”, destacou.
O TRE-PI aguarda a definição do Tribunal Superior Eleitoral sobre a redistribuição dos equipamentos para garantir a estrutura necessária às eleições gerais de outubro.



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