1 de jun. de 2026

Profissionais da enfermagem entram em greve por tempo indeterminado em Parnaíba


Profissionais da enfermagem iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (1º) em Parnaíba. A mobilização reúne enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem vinculados à Prefeitura Municipal e afeta o funcionamento de unidades básicas de saúde e serviços de urgência e emergência. O ato teve início em frente à sede da administração municipal.

Segundo a categoria, a paralisação foi motivada pelo descumprimento de um compromisso assumido pela gestão municipal há mais de sete meses. De acordo com os profissionais, a Prefeitura havia se comprometido a elaborar e encaminhar um Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) específico para a enfermagem, medida que ainda não teria sido concretizada.

Os representantes do movimento afirmam ainda que a promessa da criação do plano foi utilizada como justificativa para que a categoria não fosse contemplada pelo reajuste salarial concedido a outros servidores municipais por meio da Lei Municipal nº 4.072/2025.

A diretora regional da Planície Litorânea do Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí (Senatepi), Kelsa Carvalho, informou que cerca de 204 profissionais da enfermagem são vinculados à administração municipal de Parnaíba.

Com a greve, os serviços de saúde passaram a operar de forma reduzida. Conforme o sindicato, as unidades básicas de saúde estão funcionando com apenas 30% da capacidade, comprometendo atendimentos e serviços como a vacinação. Já o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estaria operando com apenas uma equipe e uma ambulância.

A categoria afirma que já manteve diálogo com o prefeito Francisco Emanuel, mas sustenta que a ausência do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações continua impactando diretamente a valorização profissional e a remuneração dos trabalhadores da enfermagem.

Os manifestantes cobram uma posição oficial da Prefeitura e a adoção de medidas que atendam às reivindicações apresentadas pelo movimento. Até o momento, a administração municipal não havia se pronunciado publicamente sobre a paralisação e as demandas da categoria.

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