9 de mai. de 2026

Ministério Público investiga prefeita de Buriti dos Lopes por nomear cunhada para Controladoria Geral do Município

Prefeita de Buriti dos Lopes, Laura Rosa


Ministério Público do Piauí instaurou Procedimento Preparatório de Inquérito Civil para investigar a prefeita de Buriti dos Lopes, Laura Rosa (PP), por suposta prática de nepotismo após a nomeação da cunhada, Renata Oliveira Castelo Branco, para o cargo de Controladora-Geral do Município.

Segundo a investigação, Renata mantém união estável com o irmão da prefeita, o que caracterizaria parentesco por afinidade em segundo grau. Para o Ministério Público, a situação pode violar os princípios da moralidade e impessoalidade da administração pública.

A Promotoria também apontou possível conflito de interesses, já que a Controladoria-Geral é responsável pela fiscalização interna da própria gestão municipal. Conforme o órgão, a nomeação de uma pessoa com vínculo familiar direto com a prefeita pode comprometer a independência e a imparcialidade da função.

A investigação foi instaurada pelo promotor de Justiça Adriano Fontenele Santos, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Buriti dos Lopes, por meio da Portaria nº 039/2026.

Cargo possui natureza técnica

Na portaria, o Ministério Público destaca que o cargo de Controlador-Geral possui natureza técnica e fiscalizatória, sendo responsável pelo controle interno dos atos da administração pública.

O órgão ministerial também cita a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a nomeação de parentes para cargos comissionados ou funções de confiança na administração pública. Além disso, ressaltou que a união estável é equiparada ao casamento pela jurisprudência brasileira, inclusive em casos relacionados à vedação ao nepotismo.

A apuração teve início após uma denúncia encaminhada ao Ministério Público. Segundo a Promotoria, diligências preliminares já foram realizadas, incluindo análise de documentos e informações repassadas por órgãos públicos, mas o órgão entendeu ser necessário aprofundar as investigações.

O procedimento vai apurar a regularidade da nomeação, a natureza jurídica do cargo e eventual prática de improbidade administrativa.

Na portaria, o Ministério Público afirma ainda que a eventual prática de nepotismo pode configurar ato de improbidade por violação aos princípios da administração pública, conforme prevê a Lei nº 8.429/1992.

Outro lado

Procurada pelo GP1, a prefeita Laura Rosa não se pronunciou sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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