A empresária Carolina Sthela foi presa na manhã desta quinta-feira (07/05) em um posto de gasolina no bairro São Cristovão, zona Leste de Teresina. Ela é acusada de agredir uma empregada doméstica que estava grávida de cinco meses em Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA).
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) recebeu informações de que a suspeita estava na capital piauiense e a localizou por meio de trabalho de inteligência e monitoramento. De acordo com a polícia, antes de ser encontrada, ela estava na casa de um familiar no bairro Matinha, zona Norte de Teresina.
Um helicóptero da Polícia Militar do Maranhão foi enviado a Teresina para recambiar a presa. Ainda na manhã desta quinta-feira (07/05), a Justiça havia determinado a prisão da empresária. A defesa de Carolina alegou que ela pretendia se apresentar voluntariamente.
Entenda o caso
Samara Regina, de 19 anos, atualmente grávida de seis meses, denunciou ter sido violentamente agredida pela empresária no dia 17/04. Segundo a vítima, as agressões ocorreram após ela ser acusada de roubar um anel de Carolina.
O caso veio a público depois que a jovem procurou um amigo delegado. Em entrevista à TV Mirante, Samara relatou que foi puxada pelos cabelos, jogada no chão e agredida com socos e murros enquanto tentava proteger a barriga. O anel foi encontrado posteriormente na casa, mas, conforme a vítima, as agressões continuaram. Ela também afirmou ter sido ameaçada de morte se denunciasse o caso à polícia.
Nota da defesa
Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.
Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.
Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.
Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos.
Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.
Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça.
Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026.
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos.



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