O basquete mundial perdeu, nesta sexta-feira (17), um de seus maiores ícones. O ex-jogador Oscar Schmidt morreu aos 68 anos após ser internado. Ele enfrentava problemas de saúde nos últimos anos e se recuperava de uma cirurgia recente.
Natural de Natal (RN), Oscar teve os primeiros passos no esporte em Brasília, onde começou a construir a trajetória que o transformaria em lenda. Sua carreira profissional ganhou destaque no Palmeiras basquete, com a conquista do Campeonato Brasileiro de 1977. Pouco depois, brilhou no Esporte Clube Sírio, onde alcançou projeção internacional ao vencer o Mundial Interclubes de 1979, após uma final histórica contra o Bosna Sarajevo.
Oscar Schmidt
Enquanto muitos jogadores buscavam a NBA, Oscar optou por
construir uma carreira sólida na Europa, especialmente na Itália. Atuando por
clubes como o Juvecaserta Basket e o Pavia basquete, tornou-se uma referência
absoluta, com médias impressionantes que frequentemente ultrapassavam os 40
pontos por jogo.
O momento mais emblemático de sua carreira ocorreu nos Jogos
Pan-Americanos de 1987, no chamado “Milagre de Indianápolis”. Na final, a
Seleção Brasileira de Basquete venceu os Estados Unidos masculino de basquete
por 120 a 115, após uma virada histórica. Oscar foi o grande destaque da
partida, com 46 pontos, liderando o Brasil na quebra da invencibilidade dos
norte-americanos em casa.
Dono de marcas impressionantes, Oscar Schmidt é reconhecido como o
maior pontuador da história do basquete, com mais de 49 mil pontos ao longo da
carreira. Pela Seleção Brasileira, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos,
entre Moscou-1980 e Atlanta-1996, sendo o cestinha em três delas.
Draftado pelo New Jersey Nets em 1984, recusou atuar na liga
norte-americana para seguir defendendo a Seleção Brasileira, já que, à época,
jogadores da NBA não podiam participar de competições internacionais. Para ele,
vestir a camisa do Brasil era prioridade absoluta.
Oscar encerrou a carreira em 2003, aos 45 anos, atuando pelo
Flamengo basquete. Uma década depois, em 2013, foi eternizado no Naismith
Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos.
Mesmo após deixar as quadras, seguiu como referência. Ao enfrentar
um câncer no cérebro, demonstrou a mesma determinação que marcou sua carreira e
passou a atuar como palestrante motivacional, reforçando a ideia de que o
talento era resultado de disciplina — a famosa “mão treinada”.



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