O Ministério Público do Estado do Piauí, por meio da Promotoria de Justiça de Luís Correia, expediu, na terça-feira (17), recomendação administrativa determinando a regularização da estrutura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no município no prazo de até 45 dias. A medida foi encaminhada à prefeita Maninha Fontenele (PT) e ao secretário municipal de Saúde, com orientação para que sejam seguidas as diretrizes técnicas estabelecidas pela coordenação estadual do Samu.
O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Yan Walter Carvalho Cavalcante após denúncias que apontam precariedade na estrutura e no funcionamento da base descentralizada do serviço. De acordo com o MP-PI, os relatos indicam sucateamento de ambulâncias, condições insalubres nas instalações e falhas que comprometem o atendimento à população.
Foto: Divulgação
Ambulância do SAMU em Luís Correia
Durante
a investigação, foram reunidos registros fotográficos, documentos e depoimentos
de profissionais de saúde. As informações apontam que parte da frota está
inoperante, representando risco tanto para os trabalhadores quanto para os
pacientes.
A Promotoria também se baseou em relatório técnico da coordenação estadual de urgência e emergência do Samu. Em vistoria realizada em novembro de 2025, a equipe não localizou a viatura oficial do serviço, identificando apenas uma ambulância sem identificação, cedida pela prefeitura.
A
Recomendação nº 006/2026 estabelece diversas providências, entre elas a
instalação de fachada com identificação visível do Samu e a utilização
exclusiva de ambulâncias padronizadas. As medidas estão organizadas em cinco
eixos: estrutura física da base, segurança operacional, frota de ambulâncias,
equipamentos e insumos e regularização institucional.
Ao
término do prazo, os gestores deverão informar ao MPPI sobre o cumprimento da
recomendação e apresentar relatório detalhado das ações adotadas, acompanhado
de documentação comprobatória.
Outro
lado
Procurada
pelo GP1, a prefeita Maninha Fontelene não se manifestou até o momento
sobre a denúncia nem sobre a recomendação do Ministério Público. O espaço
permanece aberto para esclarecimentos.



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