20 de mar. de 2026

Ministério Público recomenda que prefeita de Luís Correia regularize Samu após denúncias de precariedade

Ministério Público do Estado do Piauí, por meio da Promotoria de Justiça de Luís Correia, expediu, na terça-feira (17), recomendação administrativa determinando a regularização da estrutura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no município no prazo de até 45 dias. A medida foi encaminhada à prefeita Maninha Fontenele (PT) e ao secretário municipal de Saúde, com orientação para que sejam seguidas as diretrizes técnicas estabelecidas pela coordenação estadual do Samu.

O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Yan Walter Carvalho Cavalcante após denúncias que apontam precariedade na estrutura e no funcionamento da base descentralizada do serviço. De acordo com o MP-PI, os relatos indicam sucateamento de ambulâncias, condições insalubres nas instalações e falhas que comprometem o atendimento à população.

Foto: Divulgação


Ambulância do SAMU em Luís Correia

Durante a investigação, foram reunidos registros fotográficos, documentos e depoimentos de profissionais de saúde. As informações apontam que parte da frota está inoperante, representando risco tanto para os trabalhadores quanto para os pacientes.

A Promotoria também se baseou em relatório técnico da coordenação estadual de urgência e emergência do Samu. Em vistoria realizada em novembro de 2025, a equipe não localizou a viatura oficial do serviço, identificando apenas uma ambulância sem identificação, cedida pela prefeitura.

A Recomendação nº 006/2026 estabelece diversas providências, entre elas a instalação de fachada com identificação visível do Samu e a utilização exclusiva de ambulâncias padronizadas. As medidas estão organizadas em cinco eixos: estrutura física da base, segurança operacional, frota de ambulâncias, equipamentos e insumos e regularização institucional.

Ao término do prazo, os gestores deverão informar ao MPPI sobre o cumprimento da recomendação e apresentar relatório detalhado das ações adotadas, acompanhado de documentação comprobatória.

Outro lado

Procurada pelo GP1, a prefeita Maninha Fontelene não se manifestou até o momento sobre a denúncia nem sobre a recomendação do Ministério Público. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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