Para quem tem diabetes ou intolerância à lactose, a Páscoa pode parecer um desafio. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso cortar o chocolate, desde que o consumo seja feito com atenção e estratégia.
De acordo com o Ministério da Saúde, doenças crônicas como o diabetes já atingem milhões de brasileiros, o que reforça a importância de escolhas alimentares mais conscientes, inclusive em datas comemorativas, a exemplo da Páscoa.
Segundo a nutricionista Lana Raysa Morais, o ponto central não está na proibição. "O principal cuidado ao consumir chocolates e alimentos típicos da Páscoa está menos na proibição total e mais na forma consciente de escolha e consumo", explica a especialista que é coordenadora do curso de Nutrição da Afya Parnaíba.
Para pessoas com diabetes, a profissional alerta que nem sempre as versões "diet" são a melhor alternativa. "Não basta optar por versões 'diet', já que elas podem conter maior teor de gordura e ainda impactar o controle glicêmico", alerta.
Nesses casos, segundo ela, a recomendação é priorizar chocolates com maior percentual de cacau, controlar a quantidade e evitar o consumo isolado, dando preferência a momentos próximos às refeições.
Já para quem tem intolerância à lactose, há opções possíveis. "Versões meio amargas ou amargas costumam ter pouca ou nenhuma lactose, mas a leitura do rótulo é indispensável, principalmente em produtos com recheios", diz.
Mesmo diante das restrições, o consumo equilibrado é possível. "É totalmente possível incluir o chocolate de forma equilibrada na alimentação durante a Páscoa sem comprometer a saúde, desde que haja intenção e estratégia no consumo", sugere Lana Raysa, que é também especialista em comportamento humano.
Na prática, isso envolve definir porções, evitar comer direto da embalagem e dar preferência ao consumo após as refeições. De acordo com a nutricionista, comer com atenção, sem distrações, percebendo sabor e saciedade, reduz naturalmente a necessidade de grandes quantidades.
A nutricionista também chama atenção para comportamentos que favorecem o exagero. "É fundamental abandonar a lógica do 'já que comi, perdi o controle', que leva ao excesso", finaliza.



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