O volume de água que será captado do Rio Parnaíba, estimado em cerca de 91 milhões de litros, representa apenas 0,12% a 0,2% da vazão média do rio. Trata-se de um percentual absolutamente irrisório.
Mesmo no período de menor vazão, que geralmente ocorre entre os meses de novembro e dezembro, e considerando um cenário extremo de pico de produção — algo que só aconteceria daqui a cerca de dez anos — essa captação não ultrapassaria 0,2% da vazão média do rio. Ou seja, não há impacto real ou ameaça às populações ribeirinhas nem ao equilíbrio ambiental do Delta do Parnaíba.
Por isso, causa preocupação e desânimo ver uma decisão judicial, em uma sentença de natureza criminal, afirmar que essa captação representa risco ambiental. Essa afirmação não se sustenta tecnicamente. Esses dados foram apresentados, inclusive, em audiência pública.
É lamentável que grupos de pessoas instruídas tenham ingressado com uma ação pública baseada em argumentos frágeis, e que essa narrativa tenha sido acolhida. Decisões desse tipo afastam investimentos, geram insegurança jurídica e fazem com que grandes oportunidades sejam perdidas.
O capital não insiste onde não encontra respaldo institucional. Quando isso acontece, os prejuízos ficam, o desenvolvimento vai embora e a região perde competitividade. Exemplos disso estão por todo o país, como no Vale do São Francisco, que avançou enquanto outras regiões ficaram para trás.
Sem liderança, sem diálogo técnico e sem visão de futuro, projetos importantes acabam sendo inviabilizados. E o resultado é conhecido: estagnação e decadência econômica.



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