A Justiça autorizou o afastamento do sigilo de dados e imagens dos celulares e aparelhos eletrônicos apreendidos durante a Operação Regional Norte, deflagrada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) em conjunto com a Delegacia Seccional de Parnaíba. A ação mirou integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação em Parnaíba, Ilha Grande, Campo Maior, Regeneração, Teresina e Água Branca.
As
investigações apontam que os suspeitos mantinham vínculo com o PCC, com atuação
consolidada em Parnaíba, especialmente, na região da Ilha Grande de Santa
Isabel. O local, segundo a Polícia Civil, é considerado estratégico para o
tráfico de drogas pela geografia complexa, áreas de difícil acesso e menor
presença de forças estatais.
Extração
revelou conversas, códigos e hierarquia
A
investigação avançou após a polícia realizar a extração dos dados do celular de
João Denilson dos Santos Abreu, apreendido durante diligências. No aparelho,
foram identificadas conversas em grupos de WhatsApp nas quais investigados
utilizavam vulgos associados ao PCC, compartilhavam relatórios padronizados de
controle territorial, usavam linguagem cifrada e faziam referência a uma
estrutura hierárquica regional.
Para
os investigadores, os elementos reforçam a suspeita de organização, articulação
e divisão de funções típicas do modelo operacional da facção.
Grupo
“Alteração do Piauí – Regional Interior Norte” era o principal canal de
articulação
Entre
os ambientes virtuais analisados, destacou-se o grupo chamado “Alteração do
Piauí – Regional Interior Norte”, que reunia mais de 40 participantes. Segundo
o relatório policial, o espaço funcionava como núcleo de comunicação e
alinhamento entre os investigados, centralizando discussões, ordens internas e
repasse de informações estratégicas.
Os
alvos identificados pela Polícia Civil
Alan
Silva dos Santos, Antônio de Andrade Mariano, Antônio Felipe dos Santos da
Silva, Antônio Francisco Vale Damasceno, Antônio Luis Costa da Silva, Conrado
Sousa da Silva, Edvan Mendes da Silva, Erik Pereira Assunção, Fábio Teixeira de
Araújo, Francinaldo Carvalho, Francisco Aderlan Pinto Abreu, Francisco Adriel
Pinto Abreu, Francisco Carlos Damasceno Resende, Francisco Carlos Sousa da
Silva, Francisco Dairon Nascimento de Oliveira, Francisco Gabriel Araújo
Santos, Huerson Heik de Sousa Silva, Ítalo Manuel Araújo de Carvalho, Jefferson
Rocha Nascimento, João Denilson dos Santos Abreu, José Raimundo Souza Gomes,
Martônio da Silva Ferreira, Milton José da Silva Júnior, Paulo Cesar Dias
Pereira, Reginaldo Carvalho, Tertuliano Ferreira Costa Neto e Welber Barbosa da
Conceição.
Quebra
de dados
Com
a quebra de sigilo autorizada, a Polícia Civil deverá aprofundar a análise
técnica dos dados obtidos por meio dos aparelhos celulares apreendidos na
operação, buscando identificar funções, rotas, articulações internas e
possíveis conexões dos investigados com outros núcleos da facção no Piauí. O
material será anexado ao inquérito, que segue em andamento.



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