O caso de saúde foi confirmado pelo professor de Ciências Farmacêuticas, Silva Néto.
“Desde os quinze anos, passei por um período de adaptação, pois era necessário identificar o que desencadeava ou agravava minhas crises e, assim, determinar quais alimentos evitar. Então, logo percebi que a melancia, uma fruta que adoro consumir em grande quantidade, estava me prejudicando. Atualmente, consumo muito menos melancia e, até quando apresento sintomas, evito ingerir essa fruta", disse.
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Professor de Ciências Farmacêuticas, Silva Néto. Foto: Luis Fernando Amaranes/ Correio Piauiense |
Moisés não está sozinho nessa preocupação. Muitas pessoas já ouviram falar que a melancia pode desencadear enxaquecas quando consumida, e essa suposição foi confirmadapelo professor de Ciências Farmacêuticas, Silva Néto, da Universidade Federal Delta do Parnaíba (UFDpar), por meio de uma pesquisa de pós-doutorado.
Essa pesquisa, desenvolvida ao longo de dois anos, foi realizada com grande rigor científico. Para comprovar o possível malefício da fruta, foi realizada uma amostra dividindo participantes entre aqueles que sofriam de enxaqueca e aqueles que não eram afetados pela doença. Os resultados revelaram uma interessante descoberta sobre a melancia.
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| A pesquisa contou com o apoio de estudantes da instituição. Foto: Luis Fernando Amaranes/ Correio Piauiense |
"A dor de cabeça provocada pela melancia ocorre devido à presença de um aminoácido chamado citrulina na fruta. Este aminoácido é a principal fonte de citrulina na natureza e se converte em outro aminoácido, a arginina, que por sua vez causa a produção de óxido nítrico. O óxido nítrico age no cérebro como um potente vasodilatador, causando a dor. Portanto, sempre que um indivíduo sensível ao consumo de melancia a ingere, ele experimenta dor de cabeça por meio desses mecanismos", concluiu o professor.
“Sinto-me profundamente grata por fazer parte deste projeto, pois considero um avanço significativo na área da enxaqueca. Quando uma descoberta como essa ocorre e revela que a melancia pode ser um gatilho para a enxaqueca, isso valida as queixas dos pacientes. Agora, quando um paciente relatar ter sentido dor de cabeça após consumir melancia, podemos afirmar que existe uma correlação real. É crucial destacar que essa informação inédita contribui não apenas para a medicina local, mas também para a comunidade médica global”, explicou.
A pesquisa inédita no país, conduzida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Piauí (UFPI), foi publicada neste ano em revistas internacionais, como a European Neurology.
Dados
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca atinge cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, tornando-se a sexta doença crônica mais prevalente. No Brasil, 15% da população sofre de forma crônica, enfrentando crises que duram 15 dias ou mais por mês.
Por: Luis Fernando Amaranes e Suzana Moreno | correiopiauiense.com.br | Edição - Luis Fernando Amaranes






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