Por: Zózimo Tavares
Políticos e secretários mais próximos ao governador Zé Filho (PMDB) têm incentivado o chefe do Executivo a vir a público falar sobre a situação financeira do Estado e dizer como vai entregar o governo ao substituto, senador Wellington Dias (PT), que assume em 1º de janeiro. A sugestão de quem tem conversado com Zé Filho é que ele faça um pronunciamento na imprensa para, com a autoridade de governador, dizer qual a real situação financeira do Estado.
Estão quase convencendo-o a fazê-lo. A proposta faz sentido. Sumido desde que perdeu a reeleição, em outubro, Zé Filho tem sido alvo de todo tipo de crítica. É acusado de largar o Estado à própria sorte diante das dificuldades financeiras que fazem as dívidas aumentar e trazem ameaças de paralisação em diversos setores do serviço público. Naturalmente, as críticas aumentam na medida em que o fim do governo se aproxima e Zé Filho permanece sumido da mídia.
Líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado João Madison Nogueira (PMDB) passou parte da tarde de sexta-feira com o governador na sede da Fiepi (Federação das Indústrias do Estado do Piauí), na avenida Gil Martins, zona Sul. João Madison é um dos que defendem que Zé Filho vá às TVs e aos jornais, ou convoque a imprensa, para falar sobre o Estado. "O governador Zé Filho deverá falar nos próximos dias, não sei se individualmente ou através de coletiva de imprensa", disse ele ontem à tarde. "Mas ele vai falar".
Na reunião de sexta-feira, segundo o deputado, os dois discutiram questões da Assembleia e do governo, e falaram das acusações do PT de que o Estado está quebrado e endividado. João Madison acusa o PT de fazer uma campanha de desmoralização do governador pregar o caos para se blindar quanto a eventuais problemas no futuro governo. "O PT faz terrorismo porque sabe que não vai ter como cumprir as promessas de campanha. Aí, vem e diz que o Estado está quebrado, mas não está este caos que o PT diz", afirma.
Para ele, Zé Filho vindo a público poderá esclarecer questões que precisam ser esclarecidas. Se permanecer sumido, o PT vai deitar e rolar em cima de dados muitas vezes falseados, diz ele, para prejudicar o governo.



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