.jpeg)
3 de abr. de 2026
Malhar Judas, não pegar em dinheiro... Por que tradições da Semana Santa estão desaparecendo?
A Semana Santa é considerada o momento mais importante do calendário litúrgico para milhões de cristãos católicos ao redor do mundo. Mais do que um período religioso, a data reúne história, simbolismo e práticas culturais que atravessaram gerações e ajudaram a moldar costumes em países como o Brasil.
Na tradição oficial da igreja, a programação religiosa começa com a Missa de Ramos, que abre oficialmente a Semana Santa, seguida por celebrações como a Missa dos Santos Óleos, a Missa do Lava-pés e o Tríduo Pascal — período que relembra a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Na Sexta-feira Santa, o jejum e a abstinência de carne vermelha marcam o dia de silêncio e reflexão, enquanto a Vigília Pascal, no sábado, celebra a vitória da vida sobre a morte. Culminando com o Domingo de Páscoa.

Paralelamente às celebrações litúrgicas do calendário da igreja, o Brasil incorporou ao longo dos séculos uma série de tradições populares. Entre elas, a malhação do Judas, o costume de não varrer a casa ou pegar em dinheiro na Sexta-feira Santa e até restrições mais rígidas, como evitar banho, barulhos ou qualquer atividade considerada “mundana”.

No entanto, práticas que já foram amplamente difundidas hoje parecem cada vez mais raras. Em muitas cidades, especialmente nos centros urbanos, esses costumes vêm desaparecendo — o que levanta uma pergunta: por que essas tradições estão se perdendo?
Tradições que marcaram gerações
A Malhação de Judas, realizada no Sábado de Aleluia, é um dos exemplos mais emblemáticos. A prática consistia na confecção de um boneco que representa Judas Iscariotes, símbolo da traição a Jesus. O boneco é pendurado, espancado e, em alguns casos, queimado, representando uma espécie de “justiça popular”. Trazida pelos portugueses no período colonial, a tradição ainda resiste em algumas regiões, principalmente no Nordeste e em áreas suburbanas. Mas já não é mais tão popular quanto em décadas passadas.

Já na Sexta-feira Santa, diversas crenças orientavam o comportamento dos fiéis. Evitar varrer a casa, lavar roupas ou lidar com dinheiro eram formas simbólicas de respeitar o luto pela morte de Cristo. Havia ainda recomendações como evitar barulho, festas e até banhos em rios. Para muitos, essas práticas iam além da religião e faziam parte de um modo de vida. Hoje em dia, até comércios já abrem na Sexta-feira Santa!

Dona Maria das Mercês, natural de Amarante, relembra com saudade desse período e questiona o enfraquecimento dessas tradições. "Eu sou de Amarante. Meus pais moram lá no interior. No meu tempo, a Semana Santa era uma semana mesmo! De silêncio, de respeito. Trabalhávamos antes para trazer toda a alimentação para aqueles dias. E, principalmente na sexta-feira, você não podia nem sequer tomar banho. Não podia fazer nada! Só finalizava a comida que já deixávamos pronto de um dia para o outro. Não tinha nada de som, era só aquele silêncio mesmo. Bebidas alcoólicas, nem pensar".
Ela conta que tenta manter os costumes vivos dentro da família, apesar das mudanças nas novas gerações.
"Ajeite seu cabelo de noite, porque de manhã só a mãozinha ali ajeitando. E isso, eu conservo ensinei a transmitir para meus filhos tudo o que eu aprendi. Hoje tem deles que colocam em prática, outros não. A tecnologia vai modificando e muita gente se deixa levar por isso, mas eu continuo com os meus propósitos que eu aprendi quando criança: respeitar esse período da Semana Santa".

Para Dona Maria, o sentido da data também se transformou com o tempo. "Muita gente sai da sua comunidade vai parao interior, mas vai mesmo numa igreja? Muito deles não vão".
Só que, Dona Mercês segue respeitando a Semana Santa e o seu real sentido. "Meu filho perguntou: 'mãe, a senhora vai viajar na Semana Santa. Eu disse: 'vou nada, eu vou ficar na minha comunidade'."

Mudança no comportamento e novas tecnologias explicam "perda" das tradições
Para o padre Robert Araújo, o desaparecimento dessas práticas está ligado a transformações profundas na forma como a fé é vivida e transmitida.
"A Igreja respeita, obviamente, porque são práticas da piedade popular. Ou seja, são das pessoas simples, que viram nestas práticas uma forma de se associar ao sacrifício e ao mistério de Cristo. Embora não faça parte do ordinário da Igreja, a igreja vê a sinceridade dessas práticas e acompanha no sentido de que, de algum modo, elas se direcionem para o que é maior que isso: que é o Sacrifício Redentor de Cristo".

Segundo ele, mudanças culturais observadas nas últimas décadas impactaram diretamente a relação das pessoas com a religião. "A Igreja no Brasil e na América Latina desde uns 20 anos atrás, quando se celebrou a Conferência do Episcopado, ficou mais atenta e tratava sobre isso: sobre a mudança de época, do jeito das pessoas viverem e de viverem e transmitirem a fé. A fé hoje não é mais transmitida como antigamente, ninguém nasce mais como propriamente católico. Não se tem uma cristandade como antigamente".
Nesse contexto, o padre destaca que o enfraquecimento de certas tradições não necessariamente representa perda de fé, mas sim uma transformação na forma de vivê-la.
"Hoje com uma consciência maior, há aqueles que vivendo em comunidade vivendo a fé, vivem esse mistério com mais profundidade mais do que a 'tradição pela tradição' sem um sentido do que vivem".

"Podemos entender como uma mudança no comportamento humano e por isso, talvez, algumas coisas vão se perdendo. Por exemplo: a malhação do Judas, não pegar em dinheiro, ou não varrer a casa, ficou como uma coisa dos mais antigos. E as novas gerações enxergam isso de um forma diferente, talvez não faça sentido para elas. O que não significa dizer que essas tradições não sendo cumpridas, não significa falta de fé. Talvez estejam descobrindo novos jeitos de viver a fé".
Entre memória, tradição e transformação, a Semana Santa segue como um dos períodos mais simbólicos do calendário cristão — ainda que, para muitos, seus significados estejam sendo ressignificados com o passar do tempo.(O Dia)
Agropecuária Industria e Comercio Santos Ltda. - ARROZ LONGÁ
Rua Dr. João Goulart, 810 no Bairro São José em Parnaíba(PI). Cep 64218- 030 - Fone: 86 33212377.
Governador Rafael Fonteles sanciona lei que zera IPVA para motoristas de app e PCDs no Piauí
O governador Rafael Fonteles sancionou, nesta quinta-feira (02/04), a lei que estabelece isenção do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para motoristas de aplicativos e Pessoas com Deficiência (PCD).
A medida atende a uma demanda dos motoristas de aplicativos, que têm na atividade sua principal fonte de renda, e amplia o alcance do benefício para Pessoas com Deficiência. Com a nova legislação, o limite do valor do veículo contemplado para PCDs passa a ser de até R$ 200 mil, incluindo também pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Em publicação nas redes sociais, o governador destacou a importância da iniciativa. “É uma grande conquista para os motoristas de aplicativos, que desde o ano passado apresentaram essa reivindicação. Também ampliamos o IPVA zero para PCDs, incluindo pessoas com TEA”, afirmou.
A expectativa é que a medida contribua para reduzir custos, amplie a inclusão e garanta mais acessibilidade, especialmente para pessoas que enfrentam limitações de mobilidade, além de beneficiar profissionais que dependem diretamente do veículo para geração de renda.
Além dessas novas inclusões, o Piauí já conta com a isenção de IPVA para motos de até 170 cilindradas, isenção de cobrança pelo uso de água em atividades agropecuárias e isenção de ICMS para produtos da cesta básica. O Piauí também foi o primeiro a aderir à proposta do Governo Federal para fazer uma subvenção ao diesel importado, com a finalidade de diminuir o preço do combustível.
2 de abr. de 2026
PM cumpre mais um mandado de prisão em Parnaiba
A ordem judicial foi expedida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba/PI, em razão da suposta prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), que tratam, respectivamente, do tráfico de drogas e da associação para o tráfico.
A ação policial foi deflagrada por volta das 10h, no Posto de Combustível São Raimundo, situado às margens da BR-343, no bairro Sabiazal, no município de Parnaíba/PI. A equipe tomou conhecimento da existência do mandado por meio de informações repassadas pelo delegado de Polícia Civil Ayslan Magalhães.
A ocorrência evidencia a relevância da atuação integrada e coordenada entre as forças de segurança pública, notadamente entre a Polícia Militar e a Polícia Civil, cuja troca de informações qualificadas e atuação conjunta são fundamentais para a efetividade das ações.
Tal integração contribui significativamente para o enfrentamento à criminalidade organizada e a promoção da ordem pública, assegurando maior eficiência e celeridade na resposta estatal às infrações penais.
Após a prisão o conduzido foi devidamente conduzido a Central de Flagrantes de Parnaíba para a adoção das medidas legais cabíveis.
Enfermeira do Heda denuncia médico por crimes de assédio moral e sexual durante plantões
Uma enfermeira de 36 anos registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher de Parnaíba, contra um médico por crimes de assédio moral e sexual, praticados dentro do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), durante os plantões.
Em depoimento a Polícia Civil, a vítima relatou que os assédios iniciaram em março quando o médico fazia convites vexatórios durante os plantões no Heda.
“Ele dizia: vamos ali fumar, curte fumar a dois. Eu dizia para ele me respeitar, que era mulher casada, mãe e que iria notificar o fato à coordenação do hospital”, disse a vítima à Polícia.
A advogada Helen Daniele, que faz defesa da vítima, disse que mesmo com as denúncias, o médico continuava com os assédios.
A situação piorou quando em um plantão, no dia 28 de março, o médico após atendimento a um paciente relatou em um prontuário que ela foi negligente. A enfermeira contou que provou para ele que tinha feito todos os procedimentos corretos, pediu para ele mudar o prontuário e que estava fotocopiando as provas quando o mesmo encostou nela, apertando sua genitália contra ela.
“O que mais me dói de tudo isso, além do abuso sexual é ele tentar me causar um dano, escrevendo no prontuário do paciente mentindo que pratiquei uma negligência que nunca existiu. Isso é gravíssimo”, disse a vítima.
A advogada informou que a enfermeira está bastante abalada, tomando medicação para se acalmar. Com a denúncia, ela chegou a ser demitida do Heda, mas após conversar com a direção, ela foi recontratada por apenas seis meses.
“Ela é uma enfermeira competente com 11 anos de profissão sem nenhuma negligência e o médico de forma vingativa quer puni-la por ela não aceitar seus assédios. Vamos em todas as instâncias para denunciar esses assédios”, disse a advogada.
A direção do Heda divulgou nota afirmando que abriu sindicância para apurar a denúncia.
Veja nota:
O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) informa que tomou conhecimento de denúncia envolvendo suposto caso de assédio moral e sexual no âmbito da unidade.
A Direção do hospital esclarece que o caso foi imediatamente encaminhado ao Comitê de Ética, que já iniciou o processo de apuração, conduzido com responsabilidade, imparcialidade e respeito ao devido processo legal. Estão sendo ouvidas todas as partes envolvidas, incluindo testemunhas, a fim de garantir a completa elucidação dos fatos.
Ressaltamos que todo o processo tramita sob sigilo, em conformidade com a legislação vigente, especialmente no que diz respeito à proteção das partes envolvidas e à preservação de informações sensíveis.
O HEDA reafirma seu compromisso com a manutenção de um ambiente de trabalho ético, seguro e respeitoso, não tolerando qualquer tipo de conduta inadequada. Todas as medidas cabíveis serão adotadas conforme o resultado da apuração.(cidadeverde.com)
Polícia Militar deflagra operação em Luís Correia com apreensão de armas e prisões
Uma operação da Polícia Militar do Piauí resultou na apreensão de pelo menos quatro armas de fogo e na prisão de suspeitos nesta quinta-feira (02), no município de Luís Correia, litoral do estado.
De acordo com informações preliminares, os detidos são suspeitos de envolvimento em diversos crimes registrados na região.
Armas apreendidas e suspeita de ligação com homicídio
Entre o material apreendido está uma pistola que, segundo a polícia, pode ter sido utilizada na execução de uma mulher ocorrida recentemente na cidade. A arma será submetida à perícia para confirmação.
Caso foi encaminhado para Parnaíba
Após a ação, os suspeitos e o material apreendido foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Parnaíba, onde serão realizados os procedimentos legais.
A Polícia Militar segue com as investigações e não descarta novas prisões. A matéria será atualizada com mais informações, incluindo imagens, identificação dos envolvidos e detalhamento das acusações.
HÓSPEDE É ENGANADO PELO BOOKING.COM em hospedagem Pr.Coqueiro.
A reserva (nº 5831247426) foi realizada em 8 de março de 2026, para o período de 17 a 22 de março, com base em fotos e descrições que indicavam vista frontal para o mar e boas condições de conforto.
Realidade encontrada foi diferente do anunciado
Segundo o hóspede, ao chegar ao local por volta das 17h do dia 17 de março, encontrou um prédio com aparência de abandono, sem recepção ou qualquer funcionário presente. Ele relatou que precisou subir sozinho com todas as malas até o primeiro andar.
Varanda relaxante frente velhas
Construções.Ainda na primeira noite, por volta das 19h, houve falta de energia elétrica apenas no apartamento e em parte do prédio, enquanto imóveis vizinhos permaneciam com luz. O problema, segundo o relato, se estendeu por horas, obrigando o hóspede a permanecer sem iluminação e sem ar-condicionado durante a noite.
Vista para o mar também teria sido enganosa
O cliente afirma que a varanda do apartamento não possui vista frontal para o mar, como anunciado, sendo voltada para construções inacabadas e com a presença de equipamentos do próprio sistema de ar-condicionado, o que tornaria o ambiente quente e desconfortável.
Churrasco no pátio inexistente
Dificuldades com reembolso e cancelamento
Após decidir deixar o local por falta de condições mínimas de hospedagem, o cliente entrou em contato com o suporte da Booking. De acordo com ele, houve divergência entre a plataforma e o proprietário do imóvel sobre a responsabilidade pelo reembolso das diárias restantes.
O hóspede afirma que recebeu ressarcimento de apenas duas diárias, apesar de ter solicitado o cancelamento de quatro noites, e que foi cobrado por uma diária na qual sequer conseguiu permanecer em condições adequadas de descanso.
Real vista da varanda
Caso levanta alerta a outros consumidores
O denunciante afirma possuir áudios e registros da comunicação com o proprietário e com a plataforma de reservas, e decidiu tornar o caso público como forma de alertar outros consumidores sobre possíveis divergências entre anúncios e condições reais de hospedagem.
O episódio reforça a importância de que usuários de plataformas de hospedagem verifiquem avaliações recentes, políticas de cancelamento e, quando possível, entrem em contato prévio com o responsável pelo imóvel antes de efetivar a reserva.
Por Joao Lima


.jpeg)






.jpeg)
.jpeg)



.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)