Infelizmente, Tutóia, minha cidade natal, fez parte dessa reportagem que mostrou escolas funcionando no quintal de um bar, numa casa inacabada, sem qualquer estrutura para abrigar dignamente os alunos. As cadeiras e as carteiras são velhas, o chão de cimento e paredes ainda sem pintura. O casebre , segundo a reportagem, "não tem nenhum pátio ou refeitório para as crianças".
O município vai receber 42 milhões, conforme foi dito na reportagem, para aplicar exclusivamente na educação. Ai sim, as crianças poderão ter um transporte escolar digno, com segurança (o que não é oferecido pelos paus-de-arara) e deixaremos de ter escolas em quintais de bares, ou em casas de farinha como ainda acontece no município.
Esse dinheiro é referente a uma ação movida pelo Ministério Público Federal de São Paulo, que detectou que, durante os anos de 1998 e 2006, o governo federal depositou menos do que deveria para a educação dos municípios de 19 estados, entre eles o Maranhão.
A União foi condenada a pagar R$ 98 bilhões a esses municípios.
Todavia, o prefeito da cidade que não entende "bulhufas" de administração pública, muito menos de educação, está relutante em fazer cumprir o que determina o Supremo Tribunal Federal que é aplicar a verba somente na educação.
Em entrevista à TV Mirante em São Luis no mês passado e hoje (23.10.2017) no Jornal Nacional, o prefeito disse "ser um exagero gastar todo esse dinheiro na educação".
Claro que quem descumprir o que determina o Supremo Tribunal Federal irá ser punido pelas instâncias superiores como o Tribunal de Contas da União, e o prefeito sabe disso, tendo em vista que já foi advertido, pois recentemente participou em São Luis, juntamente com outros prefeitos do Maranhão, de uma reunião tratando sobre o assunto.
Ainda referente a Tutóia, recentemente circulou nas redes sociais (whatsapp principalmente) o vídeo de uma reportagem do Jornal Hoje mostrando cenas de vandalismo de uma invasão à casa do prefeito. O vídeo é antigo e aconteceu na administração do ex-prefeito Zilmar Melo que entregou o cargo para o seu sucessor Diringa Baquil em 2008. Quem liderou essa invasão foi o atual prefeito Romildo Damasceno que está cometendo o mesmo erro do prefeito da época: atrasar salários dos funcionários. Zilmar, que faleceu em novembro de 2015, recebeu, ainda em vida, indenização do estado pelos prejuízos que teve quando da invasão à sua residência.
É necessário que o prefeito Romildo reveja seu posicionamento sobre a aplicação desses recursos, pois descumprir uma decisão do STF implicará em graves consequências, não apenas para ele prefeito, mas principalmente para a educação do município.
Cabe a nós, eleitores, deixarmos de escolher administradores com mentalidade retrógrada, sem qualquer preparo para administrar um município. Vamos começar a partir da próxima eleição.
Fonte: Blog do Bsilva