25 de dez de 2016

Salvem a nossa Praça da Graça!

Para não mostrar o lixo e o abandono da Praça da Graça, preferimos esta foto antiga do Marco Zero
Foi na administração do prefeito João Baptista Ferreira da Silva, na fatídica noite de 31 de agosto de 1979, há 37 anos, quando eu, um jovem bancário que ainda cursava contabilidade na Caixeiral e vi quando os tapumes da Praça da Graça foram incendiados em protesto as obras da reforma da nossa mais antiga praça, que embora bem intencionada as obras que unificaram a Praça da Graça com o Largo do Rosário não avançavam e não tinha perspectiva de conclusão. De lá para cá pensei que nunca mais alguém se atreveria a fazer qualquer coisa com a praça que pudesse deixar nossa gente insatisfeita. Pois bem, fizeram pior.

Esqueceram que a Praça de Nossa Senhora da Divina Graça existe desde o período colonial, esqueceram a rica e linda história que ela guarda por mais de dois séculos. Esqueceram que ali abriga o Monumento da Independência do Brasil no Piauí, o Marco Zero e reúne em seu entorno as igrejas Nossa Senhora do Rosário, e a Catedral de Nossa Senhora da Graça e reúne ainda prédios importantes como agências bancárias, Receita Federal, Correios, Hotel Delta, Câmara Municipal, escritórios, lojas comerciais e prestação de serviços. Esqueceram que a história de parnaíba é contada e revivida por seus filhos diariamente naqueles bancos a sombra de suas árvores centenárias.

Quem passa por ela neste fim de ano de 2016, sem nenhuma luz que possa indicar que estamos no período Natalino, com lixo espalhado pelas calçadas e acumulados no meio fio e ao redor das lixeiras, mais parecendo àquelas cidades abandonadas dos filmes de faroeste americano onde o vento leva o lixo de um lado para o outro. Até a grama dos canteiros de tão mal cuidada morreu. O lago artificial com sua fonte luminosa está seco e os guinchos d`água já não jorram e as luminárias se apagaram.

Este é o retrato fiel do abandono de nossa mais antiga e mais bela praça, mas que hoje ninguém se atreve a fotografar para seu álbum de recordações.

Por José Wilson | Edição:  Jornal da Parnaíba

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