1 de ago de 2018

O que fazer com os casarões da antiga fábrica Moraes S/A?

Casarões adquiridos pela prefeitura na gestão Paulo Eudes
O superintendente municipal de Cultura, Albert Piauí, não concorda que a prefeitura transforme o prédio da antiga fábrica do Moraes S/A num almoxarifado, como deseja o prefeito. Ele luta para convencer o chefe do executivo de que ali deva funcionar a superintendência de cultura, o IPHAN, e uma escola de música. O local seria também a sede da banda municipal.
O prédio já teve diversas utilidades
A Casa Grande de Simplício Dias, por sua vez, onde hoje estão a superintendência de Cultura e o Iphan, passaria a ser apenas um museu de esculturas e quadros. Ele disse que tudo está dependendo apenas da palavra final do prefeito Mão Santa.
A propósito, em audiência pública realizada este ano na Câmara Municipal, o historiador Diderot Mavignier disse que “ali está um museu pronto”, que poderia funcionar lembrando o ciclo da cera de carnaúba, que foi matéria prima também da indústria Moraes S/A. “O ex-prefeito Paulo Eudes comprou mas está tudo acabado”, disse Diderot.
Sítio Arqueológico
Albert Piauí e Diderot Mavignier na audiência Pública na Câmara
Presente à mesma audiência pública, o cartunista Albert Piauí, que tinha sido recém nomeado para a superintendência de cultura, comentou que os prédios históricos de Parnaíba estão caindo, sendo destruídos, sob o olhar omisso da sociedade. O povo não reclama “e os parnaibanos também devem ser responsabilizados, pelo abandono do Patrimônio Histórico”, pontuou.
O professor Naudiney de Castro, coordenador do curso de pós-graduação em história e arqueologia, da Uespi e da Faculdade do Delta, foi mais além. Ele disse que essa tal reforma do Porto das Barcas em que o governo do Estado diz que está gastando mais de 8 milhões de reais, é também um exemplo de desrespeito às leis de preservação do patrimônio histórico.
A grande “obra” do governo que vale 8 milhões de reais
“É um lugar tombado pela União. O Porto das Barcas é um sítio arqueológico. Se a obra está sendo feita à revelia do departamento arqueológico do Iphan/Piauí, o governo tem que ser punido. O nosso patrimônio arqueológico foi depredado e não é renovável”, destacou, informando que todo o patrimônio histórico de Parnaíba está em Teresina, porque aqui não existe um local para guardar esses bens.
Fotos: Camila Neto
Texto:B.Silva

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